terça-feira, 28 de março de 2017

GOVERNO DO TOCANTINS ARRECADA R$ 45 MILHÕES, MAS DEIXA FUNDO CONTRA POBREZA NO PAPEL. ARAGUAÍNA NEWS


Parte do dinheiro já foi usado para outras finalidades.
Verba foi arrecadada com aumento de impostos desde 2015.


O governo do Tocantins arrecadou R$ 44,3 milhões para investir em projetos sociais, mas esse dinheiro nunca chegou para nenhuma família carente. Entre outras fontes, o dinheiro foi arrecadado por meio do reajuste no Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) aprovado em 2015, quando o Estado também ajustou várias taxas. 
A principal justificativa para o aumento no ICMS, de 25% para 27%, era justamente a criação do Fundo Estadual de Erradicação da Pobreza. O fundo até foi criado, mas até agora não saiu do papel. Assim como o dinheiro que, embora tenha sido arrecadado, nunca chegou a quem realmente precisa.
A dona Aldina e senhor José moram no setor Capadócia, na região sul de Palmas são exemplos disto. Juntos, eles somam uma renda mensal de pouco mais de um salário mínimo. Eles vivem em uma casa de madeira e muito do que recebem é gasto com remédios e exames.

Para conseguir sobreviver, eles contam com a ajuda de uma Organização Não Governamental (Ong). "Seria muito difícil se não tivesse essa ajuda", disse a aposentada Aldina de Jesus Botão.
"Os medicamentos dela quando faltam no posto [de saúde] a gente encontra o mais barato a R$ 86. Isso umas três vezes por mês", disse o aposentado José Almones.
Neyla Rodrigues é coordenadora da Ong Meninas do Deus e acompanha a família de seu José Almones. Ao menos uma vez por semana ela visita várias famílias de regiões carentes da capital. São cerca de 100 voluntárias, mas o trabalho delas depende de doações.
"Através das redes sociais a gente tenta encontrar ajuda médica, de moradia, entre outros. A Ong não tem nada de verba financeira. Às vezes a gente tem R$ 3 na conta e a gente consegue fazer tanto. Imagina R$ 40 milhões, nossa, dá para fazer muita coisa ", disse Neyla Rodrigues.
O governo diz que o dinheiro foi utilizado para outras coisas, mas não investido em projetos sociais. "Um total de 12% foi destinado para a saúde e 25% para a educação, cumprindo uma exigência constitucional. Do salto remanescente, cerca de 27 milhões, será aplicado logo que o conselho diretor autorize. Houve uma demora na composição do conselho e regulamentação do fundo", afirmou o assessor de políticas públicas da Secretaria da Fazenda, Saulo Barreira.
Do G1 TO, 

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