quarta-feira, 21 de junho de 2017

APENAS 11 CIDADES DO TOCANTINS POSSUEM ABRIGO PARA IDOSOS ABANDONADOS. ARAGUAÍNA NEWS


Estado tem cerca de 120 mil idosos e apenas 14 locais de acolhimento. Em Palmas, não existem nenhuma unidade mantida pelo poder público.


Abrigo acolhe 20 idosos em Porto Nacional (Foto: Reprodução/TV Anhanugera)

Abrigo acolhe 20 idosos em Porto Nacional (Foto: Reprodução/TV Anhanugera)
Apenas 11 dos 139 municípios do Tocantins possuem instituições para acolher idosos abandonados, segundo o Ministério Público. Maria Perminiana é uma das poucas pessoas que conseguiram um local para viver após sofrer abandono dos parentes. Ela vive no abrigo João 23, em Porto Nacional, desde que a maioria dos móveis e objetos da casa dela foram roubados, há cinco anos.
A mulher morava sozinha e na última ação dos criminosos chegou a ser agredida. "Roubaram o botijão de gás, minhas roupas, tudo o que eu tinha de cozinha. Roubaram tudo", conta.
O abrigo João 23 está impedido pela Justiça de receber novas pessoas devido aos problemas na estrutura e falta de funcionários. O local acolhe atualmente 20 idosos de seis cidades. Alguns viviam na rua antes de serem levados para o local. 
Além disso, a maioria tem problemas de saúde como hipertensão, diabetes e transtornos mentais. O espaço é mantido pela aposentadoria dos próprios idosos e apoio da Prefeitura de Porto Nacional.
"A nossa jornada é essa: acolher os idosos, dar amor e carinho que eles não têm", diz a diretora do abrigo Fabiane Batista.
A população acima de 60 anos cresce em todo o país. No Tocantins, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), são cerca de 120 mil pessoas com mais de 60 anos. Diante disso, faltam vagas para abrigar os idosos.
Em Palmas, por exemplo, não existem nenhuma unidade mantida pelo poder público. O município até tem a previsão de R$ 700 mil para construção de uma casa de permanência, mas o projeto ainda não saiu do papel.
"Eles estão nas suas casas sofrendo violências e negligências, principalmente dos familiares", afirma a especialista em gerontologia, ciência que estuda o envelhecimento, Neila Osório.
No início deste ano, a Prefeitura de Palmas assinou convênio com uma instituição particular, mas são apenas seis vagas. De acordo com a especialista, 90% dos idosos que recebem alta do Hospital Geral de Palmas (HGP) não têm ambiente adequado para se recuperar em casa.
"As casas onde eles moram não tem condições físicas, humanas, psicológicas, materiais e econômicas de recebê-los", aponta.

A Secretaria Estadual de Assistência social informou que trabalha com ações preventivas para que os idosos não precisem ser acolhidos por abrigos e esclareceu que no Tocantins existem 14 casas de longa permanência, nenhuma delas de responsabilidade do estado. Informou ainda que não há previsão para a construção de uma unidade.
A Prefeitura de Palmas não respondeu aos questionamentos feitos pela TV Anhanguera.

G1 To

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