terça-feira, 31 de outubro de 2017

MAIS DE 3,2 MIL PESSOAS RESPONDEM PROCESSOS POR CORRUPÇÃO NO TOCANTINS. ARAGUAÍNA NEWS


Em 86 ações por irregularidades em pontes, promotores esperam recuperar R$ 1 bilhão aos cofres públicos. Número de condenações cresce e até o momento foram 151 em 2017.



São mais de 3,2 mil processos por corrupção em andamento na Justiça (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)



São mais de 3,2 mil processos por corrupção em andamento na Justiça (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)

Mais de 3,2 mil pessoas estão respondendo na Justiça a processos por corrupção no Tocantins. Em 2016, foram 209 condenados, a maioria por causar danos aos cofres públicos. Em 86 ações de irregularidades em obras, promotores querem que R$ 1 bilhão seja devolvido aos cofres públicos. Os dados são de um levantamento do Tribunal de Justiça solicitado pela TV Anhanguera.
Houve um aumento de 33% no número de condenações entre os anos de 2016 e 2015. Neste ano, apenas nos dez primeiros meses foram 151 condenados. Entre as principais irregularidades estão: dano à administração pública (214); violação aos princípios administrativos (67); peculato, desvio de dinheiro (14) e enriquecimento ilícito (13).
Grande parte das condenações ocorreram após pedidos do Ministério Público Estadual. Uma força-tarefa dos promotores de justiça investiga desde 2012, o desvio de dinheiro na construção de pontes no Tocantins. Alguns contratos foram feitos em 1998, entre eles para a construção da ponte Fernando Henrique Cardoso, onde o superfaturamento teria sido de mais de R$ 400 milhões.
"Hoje, as ações estão em tramite na Justiça. Porém, nós temos decisões liminares com bloqueio de várias destas pessoas envolvidas, empresas e agentes públicos", afirma o promotor André Ricardo.
Somente devido irregularidades em pontes foram propostas 86 ações. O prejuízo aos cofres públicos é de R$ 1 bilhão. Também de olho na corrupção, o Tribunal de Contas do Estado aplicou quase R$ 170 milhões em multas para prefeitos e ex-prefeitos.
"O objetivo maior não é essa questão arrecadatória, de aplicar multas, mas que essas multas tenham o caráter pedagógico. Que a pessoa não pratique mais aquele alto, porque está melhorando a gestão pública", comenta coordenador do cartório de contas, Fernando Dias.
O promotor de Justiça Vinicius Mendes defende a participação da sociedade no combate a corrupção que faz com que os serviços da saúde, educação e infraestrutura não cheguem onde deveriam. "As investigações vão acontecendo, os processos estão saindo, pessoas estão condenadas. Em vários processos há pessoas presas e com milhares em bens bloqueados."

G1 To

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