quarta-feira, 8 de novembro de 2017

DEZ MÉDICOS ESTÃO PRESOS NO TOCANTINS POR SUSPEITA DE FRAUDES EM LICITAÇÕES. ARAGUAÍNA NEWS



Dez médicos e um representante comercial foram presos na operação Marcapasso, da PF. Esquema de corrupção foi verificado em licitações do SUS e em pagamentos do PlanSaúde.
Os presos pela Polícia Federal durante a operação Marcapasso, nesta terça-feira (7), foram levados para a Casa de Prisão Provisória de Palmas no início da noite. Ao todo, 11 pessoas foram detidas preventivamente para prestarem esclarecimento, um representante comercial e 11 médicos. Os depoimentos devem continuar nesta quarta-feira (8).
Polícia Federal cumpre mandados em Palmas durante a operação Marcapasso (Foto: Nathália Henrique/G1)

Estão presos os seguintes investigados:

  • Andrés Gustavo Sánchez Esteva
  • Antônio Fagundes da Costa Júnior
  • Carlos Alberto Figueiredo Novo
  • Fábio D’ayala Valva
  • Genildo Ferreira Nunes
  • Ibsen Suetônio Trindade
  • Leandro Richa Valim
  • Marco Aurelio Vilela Borges de Lima
  • Silvio Alves da Silva
  • Rafael Iassuda de Oliveira
  • Henrique Barsanulfo Furtado
O outro mandado de prisão preventiva é contra Fernando Motta, que estaria em viagem para o exterior e ainda não foi encontrado.
A operação Marcapasso foi iniciada nesta terça-feira (6) para investigar um esquema de corrupção que fraudava licitações no Tocantins. Segundo a polícia, o objetivo era a aquisição de órtese, prótese e materiais especiais de alto custo para o sistema de saúde. A operação foi realizada em nove estados e no Distrito Federal.
A Justiça Federal determinou o bloqueio de mais de R$ 7,2 milhões em bens dos suspeitos. Esta é a soma do dinheiro que eles teriam recebido indevidamente, sendo que R$ 4,5 milhões se referem à propinas supostamente recebidas por médicos.
As investigações apontaram também que equipamentos da rede pública foram ‘emprestados’ para particulares, onde médicos investigados trabalhavam.

Esquema

Segundo a PF, o esquema de corrupção foi verificado tanto em licitações do Sistema Único de Saúde (SUS), feitas pela Secretaria Estadual da Saúde, quanto nos pagamentos realizados pelo PlanSaúde, que é o plano de saúde do servidor público estadual.
No caso do SUS, a PF diz que o estado usava o dinheiro público para comprar os produtos a um preço elevado. Neste caso, foi verificado um superfaturamento de cerca de 30%.
“No caso da licitação, havia um acordo com as empresas. Determinadas empresas forneceriam determinados produtos e elas apresentavam a especificação detalhada do produto, de modo que na licitação somente elas poderiam ganhar aquele item. Se houvesse alguma empresa que apresentasse um preço menor, ela seria desclassificada pelo parecer do médico porque ela não preencheria os detalhes dos requisitos estabelecidos na descrição do objeto no edital”, explicou o delegado Regional de Combate ao Crime Organizado, Julio Mitsuo Fujiki.
Em relação ao PlanSaúde, o superfaturamento pode ter sido maior, cerca de 60%. “O plano de saúde pagava para o médico uma nota fiscal x, mas o médico pagava para a empresa uma nota fiscal menor do que x e essa diferença era o valor da propina, que era o desconto que se dava e chegava a 60% do valor da nota”, informou o superintendente.
Esse valor superfaturado era dividido entre médicos e empresas, conforme a PF.

Outro lado

Os médicos Silvio Alves da Silva e Antônio Fagundes da Costa Junior negam qualquer participação no esquema sob investigação da Polícia Federal e prestaram todos os esclarecimentos necessários em depoimento ao delegado responsável pelo caso.
A defesa de Carlos Alberto Figueredo informou que sempre atuou conforme os ditames legais e dentro da moralidade, que as alegações são inverídicas e que a sua inocência será provada em juízo.
G1 busca a resposta dos outros médicos investigados na operação.
O Conselho Regional de Medicina do Tocantins disse que não foi informado oficialmente da investigação. Disse também que lamenta que o nome de profissionais estejam envolvidos e caso seja constatada ilegalidade, o espera que a Justiça cumpra o seu papel.
A Secretaria da Comunicação Social disse que os órgãos da administração estadual estão colaborando com a investigação. Sobre o envolvimento de médicos e outros servidores públicos no esquema, a Secretaria da Comunicação esclarece que vai esperar o fim das investigações para tomar as providências em relação àqueles que, por ventura, tiverem a participação comprovada.
Informações do G1

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