terça-feira, 21 de novembro de 2017

JUSTIÇA LIBERA OS DOIS ÚLTIMOS MÉDICOS PRESOS NA OPERAÇÃO MARCAPASSO APÓS FIANÇA DE R$ 281 MIL CADA. ARAGUAÍNA NEWS


Ibsen Suetônio e Andrés Gustavo estão impedidos de mudar de endereço

Fotos: Secom Tocantins/TJTO/Montagem: CT
Ibsen Suetônio Trindade e Andrés Gustavo Sánchez tiveram os passaportes confiscados pela Justiça Federal
Os últimos dois presos na Operação Marcapasso foram soltos por volta das 22 horas desta segunda-feira, 20, após pagamento de fiança. Os médicos Ibsen Suetônio Trindade e Andrés Gustavo Sánchez saíram da Casa de Prisão Provisória da Capital (CPPP) por decisão do juiz federal Adelmar Aires de Pimenta. Além de desembolsarem R$ 281 mil cada um [300 salários mínimos], os dois tiveram os passaportes confiscados; foram obrigados a continuar trabalhando no Hospital Geral de Palmas (HGP) e estão proibidos de mudar de residência.
Ibsen Suetônio Trindade e Andrés Gustavo Sánchez foram os únicos que tiveram a prisão temporária transformada em preventiva e por isso ficaram 14 dias detidos. Oito médicos foram liberados logo após a deflagração da Operação Marcapasso, no dia 7 de novembro, sendo eles: Henrique Barsanulfo Furtado; Antônio Fagundes da Costa Júnior; Carlos Alberto Figueiredo Novo; Fábio D'ayala Valva; Genildo Ferreira Nunes; Leandro Richa Valim; Marco Aurelio Vilela Borges de Lima e Silvio Alves da Silva. A saída da prisão deu-se por meio de pagamento de fianças e outras medidas cautelares.

O médico Fernando Mota também foi alvo de mandado de prisão, mas por residir nos Estados Unidos desde abril deste ano, a Justiça Federal aceitou trocar a sentença pela fiança no valor de 40 salários mínimos e por um depoimento em juízo em janeiro do ano que vem, quando está prevista sua volta ao Brasil.

Com estas decisões cautelares, não há mais envolvidos na Operação Marcapasso aprisionados.

A Operação
As investigações que resultaram na Operação Marcapasso tiveram início em 2016 quando os sócios da Cardiomed Comércio e Representação de Produtos Médicos e Hospitalares foram presos em flagrante por terem fornecido à Secretaria de Saúde do Tocantins (Sesau) produtos destinados a fins terapêuticos ou medicinais cujos prazos de validade de esterilização se encontravam vencidos. Depois da intervenção da Polícia Federal, a empresa decidiu fazer acordo de delação premiada na qual expôs o esquema entre médicos e fornecedores de órteses, próteses e materiais especiais.

De acordo com informações da Polícia Federal, empresas faziam pagamentos indevidos aos profissionais por indicarem os seus produtos, que eram fornecidos ao Poder Público acima do preço de mercado. O esquema atingiu o Sistema Único de Saúde (SUS) e o Plano de Assistência ao Servidor (Plansaúde) do governo do Estado. A participação de servidores públicos está em fase de apuração.

Autorizada pela 4ª Vara Federal Criminal de Palmas, a Operação Marca-Passo foi deflagrada no dia 7 de novembro e contou com a atuação de 330 policiais federais. Ao todo foram 137 mandados judiciais, sendo 12 de prisão temporária, 41 de condução coercitiva contra empresários e 84 de busca e apreensão, no Tocantins, Distrito Federal, São Paulo, Goiás, Paraná́, Bahia, Ceará, Pará, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

Fonte : Cleber Toledo 

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