sexta-feira, 3 de novembro de 2017

PALMAS E ARAGUAÍNA ESTÃO ENTRE AS 100 CIDADES DO PAÍS COM MAIS CASOS DE SÍFILIS. ARAGUAÍNA NEWS


De janeiro a setembro deste ano, o Tocantins registrou 798 casos de sífilis contraída durante relações sexuais. Número de bebês infectados este ano é de 224.


Teste rápido pode detectar sífilis em uma hora (Foto: Tássio Andrade/G1 )
Teste rápido pode detectar sífilis em uma hora (Foto: Tássio Andrade/G1 )

No Brasil, 100 cidades concentram 60% dos casos de sífilis. Na lista, divulgada pelo Ministério da Saúde, aparecem duas cidades do Tocantins: Palmas e Araguaína. Segundo o governo federal, os 100 municípios terão R$ 200 milhões garantidos no orçamento do Ministério da Saúde. O dinheiro será usado para conter a doença. 
Segundo a assistente técnica de DST da Secretaria Estadual da Saúde, Sâmia Chabo, Palmas e Araguaína concentram os maiores casos porque são as únicas cidades onde têm os Serviços de Atendimento de Referência. "São municípios maiores onde recebem demandas de municípios menores e terminam concentrando os números maiores de casos", explica.
No Tocantins foram identificados, no ano passado, 790 casos de sífilis contraída durante relações sexuais. Também foram registrados 274 casos de sífilis em gestantes e 240 casos de sífilis congênita, quando o bebê é infectado durante a gestação.
Os números registrados no estado, entre janeiro e setembro deste ano, também são altos. Em alguns casos já ultrapassam os do ano anterior. É o caso da sífilis contraída por meio do sexo que já registrou 798 casos. Foram identificados 253 casos de sífilis em gestantes e 224 de sífilis congênita.
Casos de sífilis no Tocantins
Agravo2016Jan a Set 2017
Sífilis Congênita (em bebês)240224
Sífilis em gestante274253
Sífilis adquirida790798
"Ela é uma doença de transmissão vertical e se a grávida não for tratada quando detectada a sífilis, passa para a criança e provoca sérios danos, inclusive o abortamento. Ela pode perder a criança e se não for tratada durante a gravidez, ela pode nascer com sequelas mentais que podem provocar danos para o resto da vida", explica a assistente técnica.
Nestes casos, segundo Sâmia, a melhor prevenção é o pré-natal. "Se ocorrer de pegar a sífilis, tem tratamento eficaz para que não passe para o bebê. O pré-natal é uma forma de prevenir que essa mãe não passe a doença para o feto".
Um dos objetivos do governo é aumentar o número de testes, principalmente nas grávidas. Isso porque a identificação ainda no primeiro trimestre da gestação e o tratamento adequado impedem a transmissão da doença da mãe para o bebê.

No Brasil

Em 2016, foram registrados 87.593 casos de sífilis em todo o país, com taxa de detecção de 42,5 casos por 100 mil habitantes. Já em gestantes, a taxa de detecção da sífilis foi de 12,4 casos a cada 1.000 nascidos vivos, considerando o total de 37.436 casos da doença.
Com relação à sífilis congênita (em bebês), ano passado foram notificados 20.474 casos da doença, uma taxa de incidência de 6,8 por 1.000 nascidos vivos.
O novo boletim já aponta que 37% das mulheres grávidas com sífilis conseguiram realizar o diagnóstico precocemente. Em 2015, a porcentagem foi de 32,2%. Esse aumento foi possível devido à ampliação da testagem durante o pré-natal.

G1 To

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