terça-feira, 27 de março de 2018

GOVERNO DO TOCANTINS PUBLICA 70 EXONERAÇÕES DE SERVIDORES DO ALTO ESCALÃO. ARAGUAÍNA NEWS


Lista com nomes de secretários, subsecretários e diretores está no Diário Oficial do Tocantins. Publicação foi feita após divulgação de acórdão da cassação do governador.

Exonerações fora publicadas no Diário Oficial desta segunda-feira (26) (Foto: Bernardo Gravito/G1)


Exonerações fora publicadas no Diário Oficial desta segunda-feira (26) (Foto: Bernardo Gravito/G1)
Exonerações fora publicadas no Diário Oficial desta segunda-feira (26) (Foto: Bernardo Gravito/G1)
O governo do Tocantins publicou no Diário Oficial, desta segunda-feira (26), a exoneração de 70 servidores públicos do alto escalão. A publicação foi feita após ser divulgado o acórdão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com a cassação do governador Marcelo Miranda (MDB) e da vice-governadora, Cláudia Lelis (PV).
O documento traz nomes de pessoas que atuavam no primeiro e segundo escalão, como o secretário estadual da Saúde, Marcos Musafir; o presidente da Agência Tocantinense de Saneamento (ATS), Eder Martins; o comandante Geral da Polícia Militar, Edvan de Jesus; o secretário de Estado de Cidadania e Justiça, Glauber Oliveira e o procurador Geral do Estado, Sérgio do Vale.
Foram exonerados outros secretários, subsecretários, presidentes e vice-presidentes. Com a saída de Miranda, o presidente da Assembleia Legislativa do Tocantins assume o cargo interinamente, num período de 20 a 40 dias, até que sejam feitas as eleições para o mandato tampão.
Na noite desta segunda-feira, o TSE publicou acórdão determinando também a realização de eleições diretas para a escolha do governador que comandará o estado até o fim deste ano.

A cassação

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) cassou na última quinta-feira (22)os diplomas do governador Marcelo Miranda (MDB) e da vice-governadora Cláudia Lelis (PV). O processo, que analisa caixa dois durante a campanha de 2014, começou em 2015 após uma aeronave ser apreendida com R$ 500 mil em Goiás.
O advogado Thiago Boverio, que representa o governo, informou que vai recorrer da decisão. “Há muitos fatos para esclarecer. O próprio ministro disse que há muitos indícios e isso tudo será esclarecido nos embargos declaratórios. Quanto à execução, o que ficou bem claro é que o ministro tomou para si a possibilidade de decidir sobre isso”, disse.
O julgamento no TSE começou em 2017, mas o ministro Luiz Fux havia pedido para analisar o processo, que estava parado desde então. No primeiro julgamento, a relatora do processo, ministra Luciana Lóssio, votou contra a cassação da chapa de Marcelo Miranda. Porém, nesta quinta-feira (22) os ministros cassaram os diplomas por 5 votos a 2.

G1 To

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