quarta-feira, 28 de março de 2018

JUSTIÇA REVOGA LIBERDADE E REPÓRTER VOLTA PARA PRISÃO EM ARAGUAÍNA. ARAGUAÍNA NEWS


Helder foi preso após avisar o primo sobre uma operação da polícia contra o tráfico de drogas. Ele se apresentou depois do surgimento de um novo mandado de prisão ser expedido.

Repórter que avisou suspeito sobre operação da polícia é preso pela segunda vez
O repórter Helder Alves da Silva se apresentou a polícia e voltou para o Quartel da Polícia Militar em Araguaína, norte do Tocantins, nesta quarta-feira (28), onde já havia ficado preso por 43 dias. Ele havia sido solto no último sábado (24), após a Justiça conceder um habeas corpus.
Silva foi preso no dia 9 de fevereiro suspeito de avisar um primo sobre uma operação policial de combate ao tráfico de drogas em Araguaína, norte do Tocantins. Segundo o advogado de Silva, Arnaldo Filho, o que ocorreu foi um equívoco por parte do judiciário.
"Na sexta-feira, o juiz olhou o pedido de habeas corpus e viu o voto favorável de um desembargadora, colocou no inquérito e mandou para o plantão. O juíz plantonista imprimiu, assinou e mandou cumprir a decisão."
G1 procurou o Tribunal de Justiça que disse que não comenta decisões.
Conforme o advogado, nesta terça-feira (27), o pedido de habeas corpus foi negado e ele vai recorrer da decisão no Superior Tribunal de Justiça.

Habeas Corpus

O pedido de habeas corpus – liberdade – havia sido aceito no último dia 20 de março pelo Tribunal de Justiça do Tocantins. Desde então, ele aguardava o alvará de soltura. A ordem para Elder Silva sair da prisão foi dada no último sábado (24) e no mesmo dia ele deixou a carceragem.
Elder Silva foi preso em flagrante depois que a Polícia Civil encontrou áudios do repórter no celular do primo dele, avisando que uma equipe de policiais estava indo prendê-lo. Na época, um juiz da cidade transformou a prisão em preventiva porque o jornalista supostamente poderia atrapalhar as investigações.
Na primeira decisão da Justiça, a desembargadora Etelvina Maria Sampaio Felipe determinou que o jornalista teria que comparecer aos atos processuais e manter o endereço atualizado. Além disso, estava proibido de ter acesso a delegacias de polícia, seja para fazer a cobertura de prisões ou coletar material para matéria jornalística.
Repórter foi preso suspeito de alertar primo sobre operação (Foto: Divulgação/Polícia Civil)Repórter foi preso suspeito de alertar primo sobre operação (Foto: Divulgação/Polícia Civil)
Repórter foi preso suspeito de alertar primo sobre operação (Foto: Divulgação/Polícia Civil)

Entenda

O repórter foi preso na última sexta-feira (9). A Polícia Civil informou que encontrou áudios do repórter no celular do primo dele, Edinei Lopes da Silva, avisando que uma equipe de policiais estava indo prendê-lo.
Elder foi até a delegacia da cidade alegando que queria informações sobre duas prisões que aconteceram pela manhã para uma reportagem. Enquanto estava no prédio, o repórter ficou sabendo da operação que tinha como alvo o primo. Após os investigadores saírem, ele teria enviado um áudio para o primo avisando sobre o caso.
Na casa de Edinei foram encontradas drogas, armas e equipamento para monitorar a movimentação na rua. O áudio de Elder chegou ao celular do primo enquanto a polícia revistava a casa. Após o flagrante, os policiais foram até a casa do repórter e o prenderam também.
O trabalho mais recente de Elder Silva foi na TV Band de Araguaína, mas ele já não prestava serviços para a emissora.

G1 TO

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