quarta-feira, 25 de abril de 2018

IMAGENS MOSTRAM PRESOS LIMPANDO CELA APÓS DETENTO SER ESPANCADO POR DÍVIDA DE TAPETES. ARAGUAÍNA NEWS


Marcio Vinicius Carneiro teve hemorragia interna e morreu momentos depois de ser agredido, em Araguaína. Delegado diz que ele morreu porque comprou de tapetes para deminuir a pena, mas não pagou.

Tapetes são usados como moeda de troca dentro da Casa de Prisão Provisória de Araguaína
Imagens das câmeras de segurança da Casa de Prisão Provisória de Araguaína mostram presos limpando o que seria o sangue de Márcio Vinicius Carneiro Martins, 23 anos, espancado no dia 20 de fevereiro, na cela do bloco B. Ele teve hemorraria e morreu no hospital. Após dois meses de investigações, a Polícia Civil concluiu que o crime foi motivado por causa de uma dívida de tapetes.
A polícia conseguiu identificar e indiciou sete presos pelo crime. As imagens flagraram toda a ação dos detentos no dia do homicídio. Márcio saiu da cela uma vez. Depois que ele voltou, estendeu roupas do lado de fora. Em seguida, os suspeitos começaram a chegar. A movimentação anormal dentro e fora da cela durou cerca de 20 minutos.
Eles usaram um rodo para limpar o que seria o sangue da vítima e jogaram no lixo um colchão. Depois disso, a vítima foi retirada da cela e levada para atendimento médico. Márcio teve hemorragia interna e antes de morrer, chegou a citar nomes dos suspeitos.Detento limpa cela após preso ser espancado na Casa de Prisão Provisória de Araguaína (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)
Detento limpa cela após preso ser espancado na Casa de Prisão Provisória de Araguaína (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)Detento limpa cela após preso ser espancado na Casa de Prisão Provisória de Araguaína (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)
Na CPP, a polícia identificou o comércio clandestino de tapetes confecionados pelos detentos. O trabalho artesanal dá direito à redução da pena. A vítima teria comprado os tapetes de outros presos para tentar diminuir a pena, mas não pagou a conta.
Segundo a polícia, cada tapete equivale a aproximadamente um dia de trabalho. São necessários três dias trabalhados para reduzir um dia de prisão ou seja, três tapetes.
"Os tapetes viraram uma moeda de troca dentro do presídio. A pessoa produz, nem sempre entrega os tapetes para a direção. Ela pode passar para outros, em troca de outros produtos e essas pessoas vão fazendo esse comércio sem que tenha muito controle. Nesse caso, a vítima morreu porque fez muitas compras de tapetes para tentar remir sua pena de forma ilegal, mas não pagou as pessoas que produziram", argumentou o delegado Bruno Boaventura.
Márcio Vinicius foi em preso no dia 14 de julho de 2017, suspeito de envolvimento na morte do peão Getúlio Santos, que estava em Araguaína para participar de um rodeio. Ele não chegou a ser julgado pelo crime e não sabia quantos anos de pena teria que cumprir.

Presos

Os suspeitos do crime foram identificados durante a investigação do delegado Guilherme Torres, da Polícia Civil. São eles: Antônio Carlos Dias da Conceição, 30 anos, Breno Raylan da Silva Rodrigues, 24 anos, Carlos Daniel da Silva Santos, 19 anos, Fabio Junior Sousa Lustosa, 23 anos, Fernando da Mota Silva, 21 anos, Alan de Oliveira Silva, 32 anos, e Edvaldo Reis dos Santos, 30 anos. Cada preso cumpre pena por um crime diferente.
Segundo a polícia, os sete homens mataram Carneiro com crueldade. Antônio Carlos Dias da Conceição teria planejado o crime por causa de dívidas, como compra de tapetes dos presidiários.

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