terça-feira, 22 de maio de 2018

INVESTIGADO PELA PF, PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO TOCANTINS PEDE PARA SE APOSENTAR. ARAGUAÍNA NEWS


Valor da aposentadoria de Clenan Renault de Melo Pereira será de mais de R$ 30 mil. Ele era chefe do Ministério Público Estadual do Tocantins.



Clenan Renaut era chefe do MPE do Tocantins (Foto: Reprodução/TV Globo)
Clenan Renaut era chefe do MPE do Tocantins (Foto: Reprodução/TV Globo)
O procurador-geral de Justiça do Tocantins, Clenan Renault de Melo Pereira, pediu aposentadoria voluntária nesta segunda-feira (21). Renault era o chefe do Ministério Público Estadual e é alvo de uma investigação da Polícia Federal desde o ano passado. Quem assume o comando do MPE é o subprocurador José Omar de Almeida Júnior.
Almeida Júnior fica no cargo até o dia 14 de dezembro, quando termina o atual mandato. A aposentadoria de Clenan Renault será de R$ 30.471,11 mensais. O valor será pago pelo Fundo de Previdência do Estado do Tocantins (Funprev).
Ele disse que tomou a decisão para poder se dedicar à família e cuidar da própria saúde. Renault tem 71 anos. "Garanto a todos, com toda a força do meu ser, que busquei fazer o melhor sem errar. Se errei, foi tentando acertar", disse ele.

A investigação

Clenan Renault foi um dos alvos da 5ª fase da operação Ápia, da Polícia Federal, batizada de operação Convergência, em agosto de 2017. Ele é suspeito de recomendar que o governo estadual fizesse pagamentos para uma empresa suspeita de fraude.
Uma sindicância para apurar o caso foi instaurada em agosto de 2017, mas chegou a ser arquivada por decisão monocrática da corregedoria. O processo foi reaberto no dia 15 de maio pelo Conselho Nacional de Justiça e ainda será julgado.
Em abril deste ano, o ministro Mauro Campbell, do Superior Tribunal de Justiça, determinou abertura de sete inquéritos para investigar o ex-governador Marcelo Miranda. Um dos inquéritos tem como alvo o procurador-geral e parentes dele e trata dos mesmos pagamentos investigados pela PF na operação Convergência.
Na época da operação, o procurador-geral foi um dos alvos porque teria enviado ofícios para o governo do Tocantins recomendando o pagamento de uma obra de rodovia que estava sob suspeita. O pagamento seria para uma empreiteira que era cliente do escritório de advocacia dos filhos dele.

G1 To 

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