quinta-feira, 7 de junho de 2018

PROFESSORES DA REDE PÚBLICA GANHAM CERCA DE 25% MENOS QUE OUTROS PROFISSIONAIS. ARAGUAÍNA NEWS


Relatório divulgado pelo Inep aponta que porcentagem foi reduzida em 10% desde 2002

Foto: Pexels

Os professores da rede pública de ensino ganham em média 25% menos que profissionais de outras áreas, de acordo com o relatório do 2º Ciclo de Monitoramento das Metas do Plano Nacional de Educação (PNE).
De acordo com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), a porcentagem do salário médio bruto mensal dos professores de escolas públicas subiu de 65,2% para 74,8% desde 2002.
O resultado, no entanto, não é interamente positivo, já que só foi possível porque o salário dos demais profissionais teve perda real de 11,1% entre 2012 e 2017. Neste período, o acréscimo no rendimento médio dos professores foi de apenas 2%, o qual o relátorio classifica como “modesto avanço”.
A meta do PNE, sancionado em 2014, é de que até 2020 ocorra a equiparação entre o rendimento médio de professores de ensino superior com os demais profissionais de formação equivalente.
Rendimento por região

O piso dos professores em 2017 foi de R$ 2.135,64; neste ano, é de R$ 2.298,90 — representando um aumento de apenas R$ 163,26. O piso é pago para profissionais em início de carreira, com formação de nível médio e carga horária de 40 horas semanais.
Pelo relatório, os salários brutos mais altos para professores de escolas públicas no ano passado estão no Distrito Federal, com R$ 6.661,07, e em Roraima, com média de R$ 4.743,04. Já os menores foram observados no Ceará (R$ 2.555,37) e em Alagoas (R$ 2.754,91).
Investimento
Também de acordo com o relatório divulgado pelo Inep, o investimento público em educação caiu de cerca de 6% do Produto Interno Bruto (PIB) para 5,5% do PIB entre 2014 e 2015. Considerando apenas os gastos públicos com educação pública, o investimento foi de apenas 5% do PIB. A meta do PNE é que até 2024 o investimento seja equivalente a pelo menos 10% do PIB.
PNE
O Plano Nacional de Educação, sancionado em 2014, estabelece metas e estratégias para melhorar a educação do Brasil desde o ensino infantil até a pós-gradução e deve ser cumprido até 2024. Durante esses dez anos, estão previstos dispositivos intermediários que viabilizam a execução da lei.
Uma das metas do PNE é a de que até 2020 ocorra a equiparação entre o rendimento médio de professores de ensino superior com os demais profissionais de formação equivalente.
Outro objetivo é de que todos os professores tenham a formação adequada a área que lecionam até 2024. Muitos professores não são formados na área em que lecionam, aponta o relatório divulgado pelo Inep nesta quinta (7). Em 2016, na educação infantil, 53,4% não tinham formação superior adequada à área que atuam. No ensino fundamental, o percentual chegava a 49,1% nos anos finais, do 6º ao 9º ano e 41% nos anos iniciais, do 1º ao 5º ano. No ensino médio, 39,6% não tinham formação adequada.

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