sexta-feira, 8 de junho de 2018

TROPEIROS PERCORREM 190 KM E PASSAM DIAS NA ESTRADA PARA MANTER TRADIÇÃO. ARAGUAÍNA NEWS


Tropeada da integração Nossa Senhora Aparecida reúne gerações e histórias, pelo cerrado tocantinense. Trajeto termina no domingo (10), durante cavalgada em Araguaína.



Para manter a tradição, tropeiros percorrem 190 km por estradas de chão e trechos de rodovia em Araguaína. A tropeada da integração Nossa Senhora Aparecida passa por várias propriedades e os muladeiros aproveitam para reviver os trajetos do tempo em que o transporte de cargas tinham os animais como comanheiros de jornada. Durante o trajeto, os participantes compartilham histórias e constroem amizades.
A tropeada será encerrada no próximo domingo (10), quando ocorrerá o encontro dos tropeiros com os cavalheiros e amazonas que participam da tradicional cavalgada. O evento é parte da programação da Exposição Agropecuária de Araguaína, que segue até o dia 17 destse mês.
Enquanto isso, eles percorrem vários trajetos e param em propriedades para descansar e compartilhar histórias.
"É uma troca muito especial porque receber os tropeiros e a família de amigos é muito bom. A gente fica emocionado e nos trouxe uma alegria muito grande poder acolher todos aqui na nossa propriedade", disse o médico veterinário Rui Carlos Barbosa.
Tropeiros percorrem estradas rurais para manter tradição (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)
Tropeiros percorrem estradas rurais para manter tradição (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)
A jornada é cercada por riachos que refrescam e uma vegetação que mostra a exuberância do cerrado. Passos lentos, sem pressa, é o jeito do tropeiro de seguir a estrada. O percurso exige muito do grupo, mas cansaço e falta de disposição não fazem parte do vocabulário de quem é tropeiro de verdade.
Na estrada, eles fortalecem amizades e batem papo sem se preocuparem com o tempo de chegada. A estrada é também um encontro de gerações. No auge dos 82 anos bem vividos, João Tana ensina e também aprende muito com a turma. "Para mim é ótimo, faz parte da minha saúde, faz parte do meu viver do dia-a-dia e sempre construindo novas amizades".

Aos 82 anos, João Tana não perde uma tropeada (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)
Aos 82 anos, João Tana não perde uma tropeada (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)
No meio da mulada, quatro patas diferentes. É o cãozinho Carabina. O único pet a acompanhar os tropeiros. Quem disse que o melhor amigo também não pode ser tropeiro? Com um lenço no pescoço, ele acompanha de perto do dono. "Sempre acompanhando, sempre perto. O tempo todo de olho para ver onde estou, não fica longe", disse o engenheiro civil, Danilo Ramalho.
Mas tropear é coisa também da turma da maquiagem e do batom. A biomédica Roseli Lopes representa muito bem a ala feminina que gosta de reviver as origens.
"Mulher também gosta de mulada, gosta de estar montada e atravessando o sertão. Afinal de contas, é aqui que a gente tem a oportunidade de mudar de assunto, de sair do ambiente da cidade, desligar a internet e bater um papo legal. A gente faz muita amizade, muita coisa boa".
Assim, tropa e tropeiros vão escrevendo mais um capítulo de uma tradição que parece imortal.


G1 To

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