quinta-feira, 19 de julho de 2018

TRF-4 CONDENA ESPOSA DE CUNHA PELO CRIME DE EVASÃO DE DIVISAS. ARAGUAÍNA NEWS


Ela tinha sido absolvida por Moro, mas o TRF-4 a condenou

Foto: Facebook

A 8ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) condenou, nesta quarta-feira (18) a jornalista Cláudia Cruz, mulher do deputado federal cassado Eduardo Cunha (MDB-RJ), a dois anos e seis meses por manter depósitos não declarados no exterior.
Ao contrário do entendimento do juiz federal Sérgio Moro da 13ª Vara Federal de Curitiba, que absolveu em maio do ano passado a jornalista. Para Moro não havia prova de que Cláudia sabia que Cunha ocultava e dissimulava valores, ou da sua participação no crime de corrupção praticado pelo ex-presidente da Câmara dos Deputados. Entretanto, o TRF-4 manteve a absolvição da jornalista da acusação de lavagem de dinheiro.
Entretanto, o MPF recorreu dessa decisão na segunda instância. Neste caso, Cláudia respondia por ter usado dinheiro de propinas recebidas por Cunha, em troca de esquemas em contratos da Petrobras. No entendimento dos desembargadores, a jornalista fez sim movimentações financeiras sem declarar à Receita Federal, valores estimados em R$ 600 mil.
Cláudia possuía contas de cartões de créditos que eram abastecidas com os valores que Cunha recebia como propina. Por meio desses cartões eram pagas viagens ao exterior e compras milionárias em grifes internacionais como Chavret, Chanel e Louis Vuitton.
O Ministério Público Federal (MPF) apontou que entre os anos de 2008 e 2014, Cláudia gastou mais de US$ 1 milhão, para o MPF esses gastos eram “totalmente incompatível com os salários e o patrimônio lícito” da jornalista e de Eduardo Cunha. O procurador da República Deltan Dallagnol afirmou na época da denúncia que. “Ela cometeu dois tipos de lavagem de dinheiro com base nesse dinheiro, mais de US$ 1 milhão. Um foi pela ocultação no exterior de mais de um milhão de dólares, que são fruto de propina recebida pelo marido. Outro tipo de lavagem foi a conversão desse dinheiro em bens de luxo. Ou seja, dinheiro público foi convertido em sapatos e roupas de griffe”.
Como a pena é inferior a quatro anos, deve ser substituída por punições alternativas e restrições de direitos. O advogado de Cláudia já afirmou que vai recorrer.

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