terça-feira, 7 de agosto de 2018

Outros nove investigados por desvio de R$ 7 milhões na Prefeitura de Palmas deixam a prisão. Araguaína News


Ao todo, 21 presos foram liberados e quatro continuam na prisão; dentre eles o vereador Folha. Operação Jogo Limpo investiga suposto grupo criminoso que teria desviado verbas destinadas a projetos sociais.







Policiais cumpriram 26 mandados de prisão durante 2ª fase da operação Jogo Limpo (Foto: Werbert Araújo/SSP/Divulgação)


Policiais cumpriram 26 mandados de prisão durante 2ª fase da operação Jogo Limpo (Foto: Werbert Araújo/SSP/Divulgação)

Outros nove presos na 2ª fase da operação Jogo Limpo, da Polícia Civil, deixaram a prisão. Ao todo, 21 foram colocados em liberdade, segundo o delegado Guilherme Rocha. As investigações apontam que eles fazem parte de um suposto grupo criminoso que desviou R$ 7 milhões da Fundação Municipal de Esporte e Lazer (Fundesportes) e da Secretaria de Governo e Relações Institucionais da capital. A verba seria destinada a projetos sociais, mas o dinheiro teria sido usado em campanhas eleitorais de 2014.
O delegado afirmou que o pedido de revogação de prisão foi feito pela própria Delegacia Especializada na Repressão a Crimes de Maior Potencial contra a Administração Pública (Dracma).
Quatro pessoas pemanecem presas, dentre elas o presidente da Câmara de Vereadores de Palmas, José do Lago Folha Filho (PSD). Ele se apresentou na noite desta segunda-feira (6) e está na Casa de Prisão Provisória da capital. O vereador Major Negreiros segue foragido.
O presidente da Câmara de Palmas disse que teve ciência das denúncias através da imprensa. Falou que desconhece e que não autorizou que fossem feitos depósitos na conta dele e garante que é inocente. A defesa dele informou que fez o pedido de liberdade.

Liberados

A nova fase da operação foi realizada na última sexta-feira (3). No sábado (4), oito pessoas foram liberadas. No domingo, mais quatro investigados ganharam liberdade após prestar depoimento, entre eles o vereador Rogerio Freitas (MDB). Ao todo, foram 26 mandados de prisão expedidos.
Foram liberados os seguintes investigados:
  • Marcio Marques Soares
  • Elza Maria Silva Carvalho Soares
  • Salvador Domingos Anjos
  • Waldson Pereira Salazar
  • Armando Cabrera Abreus
  • Bruno Henrique Castilho Lopes
  • Pedro Neto Gomes Queiroz
  • Neimar Tavares Magalhães
  • Adenilton de Sousa Barbosa
  • Cláudio Adalberto do Amaral Santos
  • Renato Cesar Auler do Amaral Santos
  • Jose Antônio Coelho Dos Santos
  • Pedro Coelho Dos Santos
  • Ana Maria Lage Rabelo
  • Marcelo Rosseto Claudiano
  • Jocivaldo Dias Cardoso
  • Wilson Alves da Silva
  • Marcio Keilos Simão de Carvalho
  • Florisval Batista dos Santos
  • Clayzer Magno Duarte
  • Raimundo Rêgo de Negreiros
  • Rogério Freitas Leda Barros
Seguem presos
  • José do Lago Folha Filho
  • Jarbas Pinheiro de Lemos
  • Flaviane Cruz Cardoso Santos
  • Fernando Fagundes Bastos

O esquema

O esquema envolve quatro núcleos compostos por servidores, políticos, empresas fantasmas e entidades. Segundo a decisão judicial, 10 entidades investigadas admitiram o uso de notas frias fornecidas por sete empresas fantasmas.
As notas seriam para justificar despesas e serviços não realizados. Depois, o dinheiro seria desviado para servidores e agentes políticos ou para terceiros indicados por eles.
A polícia informou na última sexta-feira (3) que encontrou R$ 40 mil na conta do vereador Rogério Freitas oriundos de uma empresa fantasma utilizada no esquema.

Outro lado

O chefe de gabinete do major Negreiros informou que o vereador está retornando para o país e deve chegar em Palmas até a próxima quarta-feira (8) para prestar os esclarecimentos necessários.
A Prefeitura de Palmas informou que está à disposição da Justiça e da investigação para contribuir com qualquer esclarecimento. O vereador Rogério Freitas disse em entrevista à TV Anhanguera que até o momento não foi acusado de nada e é inocente. O G1 ainda não conseguiu contato com a defesa dos demais citados na reportagem.

1ª fase da operação

A primeira fase da operação foi realizada em fevereiro deste ano contra uma organização criminosa suspeita de lavagem de dinheiro.O crime era praticado por meio de entidades sem fins lucrativos e empresas fantasmas, conforme as investigações. Ao todo, 10 federações e organizações não governamentais (ONG) podem estar envolvidas, além de quatro empresas.
Na época, os policiais cumpriram 24 mandados de prisão temporária e 33 mandados de busca e apreensão em Palmas e em mais quatro cidades do Tocantins: Paraíso do Tocantins, Nova Rosalândia, Paranã e Miracema.

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