terça-feira, 14 de agosto de 2018

Sobrinho de deputada federal é indiciado por atirar no irmão em briga por herança. Araguaína News


Advogado Reinaldo Pagani, sobrinho de Dulce Miranda (MDB), foi indiciado por lesão corporal grave e porte ilegal de arma. Caso foi registrado em uma oficina em Araguaína no começo deste ano.




Crime foi em uma oficina mecênica em Araguaína (Foto: Fábio Dione/Divulgação)

Crime foi em uma oficina mecênica em Araguaína (Foto: Fábio Dione/Divulgação)
O advogado Reinaldo Pagani foi indiciado por lesão corporal gravíssima e porte ilegal de arma por ter atirado no peito do próprio irmão, em janeiro deste ano. Segundo a Polícia Civil, o crime aconteceu devido uma briga por herança. Os dois são sobrinhos da deputada federal e ex-primeira-dama Dulce Miranda (MDB).
O crime aconteceu em uma oficina mecânica de Araguaína, norte do Tocantins. Clarindo Pagani Pereira Cardoso, de 40 anos, foi socorrido e sobreviveu. As investigações foram concluídas pela Polícia Civil nesta semana.
Segundo apurado pela polícia, os dois irmãos estavam se desentendendo há algum tempo por causa da herança deixada pelo pai. Antes do crime, a vítima teria ido até uma delegacia fazer uma queixa contra o irmão após sofrer ameaças.
No dia do crime, Reinaldo Pagani teria ido até a oficina para acertar uma dívida que teria com o irmão. No local, ele sacou a arma de fogo e fez um tiro de advertência, pois também teria sofrido ameaças de Clarindo Pagani. Vendo que a vítima não se intimidou, fez outro disparo e acertou o irmão.
Ainda segundo a polícia, o advogado desistiu do homicídio e socorreu o irmão. Embora tivesse porte de arma, Reinaldo Pagani não tinha permissão para transitar com a pistola naquele local.
"O fato de Reinaldo não ter continuado na execução do homicídio, tendo desistido voluntariamente, faz com que ele deixe de responder pelo homicídio tentado. Ele passa a ser responsabilizado apenas pelos atos praticados, no caso, a lesão corporal provocada na vítima", explicou o delegado Luís Gonzaga.
Reinaldo Pagani foi indicado por lesão corporal grave e porte ilegal de arma de fogo. Se for condenado, ele pode pegar até nove anos de prisão.

Outro lado

O advogado Reinaldo Pagani disse que nunca fez ameaças ao irmão. Afirmou que a polícia ignorou ameaças sofridas por ele na época dos fatos e que continua sendo ameaçado. Afirmou ainda que antes "da ocorrência" havia renunciado à herança deixada pelo pai para promover a paz com o irmão.
Por fim, afirmou que a realidade dos fatos vai ser provada no processo judicial.

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