segunda-feira, 17 de setembro de 2018

Bancos com mais mulheres na chefia e conselho têm resultados melhores. Araguaína News


O mesmo acontece em países onde órgãos reguladores do setor bancário têm maior proporção de mulheres

FMI aponta que bBancos com maior número de mulheres na chefia ou no conselho são mais resilientes e estáveis. Foto: Pexels.
Bancos com maior número de mulheres na chefia ou no conselho são mais resilientes e estáveis, apresentando melhores indicadores em relação à volatilidade de seus ganhos. É o que aponta uma análise do Fundo Monetário Internacional (FMI), que estudou 800 bancos de 72 países entre 2001 e 2013.
Os mesmos resultados positivos foram notados em 115 países, entre 1999 e 2017, onde órgãos reguladores do setor bancário também têm maior proporção de mulheres. O trabalho do FMI mostra uma correlação -quanto mais mulheres, mais estabilidade-, e não uma relação de causa e efeito.
O FMI aponta duas hipóteses para o resultado: o de que conselhos com diversidade de pontos de vista têm melhor desempenho que os homogêneos e que, por causa do preconceito, as mulheres que conseguem sucesso no setor são mais qualificadas e eficientes que os homens que atuam no mesmo cargo.
Ainda de acordo com o órgão, outra explicação possível é de que as instituições com maiores taxas de mulheres em suas estruturas de decisão já eram mais bem gerenciadas.
A análise do FMI mostra que apenas 2% dos CEOs são mulheres, chefiando 15 dos 800 bancos pesquisados; e que elas representam 20% dos conselheiros de instituições financeiras.
O resultado diverge quanto a quantidade de mulheres qualificadas disponíveis para as funções: mulheres são 30% das graduadas em economia e 50% das graduadas em negócios, segundo estudo do Credit Suisse citado pelo FMI.
Para o Fundo Monetário Internacional, aumentar a igualdade entre gêneros pode beneficiar os próprios bancos e a economia como um todo, já que as pesquisas indicam maior rentabilidade nas instituições financeiras com mais diversidade.
Bancos na América Latina não evoluíram na inclusão de mulheres nas chefias: o continente tem a menor porcentagem feminina nos conselhos, de aproximadamente 2% em 2013, praticamente imutável em relação a 2011.
Apesar de não estar detalhado no estudo, o Brasil não tem nenhuma mulher entre os 12 conselheiros eleitos em abril do ano passado para o Itaú Unibanco, o maior banco do país. Entre os seis conselheiros do Bradesco eleitos em março de 2017 também não há mulheres, tampouco entre os 7 membros do conselho do Banco do Brasil, de acordo com levantamento da EconoInfo. Apenas o Santander tem conselheiras mulheres: duas dos dez eleitos no ano passado.
Nas diretorias das instituições financeiras do país, o cenário não é diferente: são mulheres duas dos 23 diretores do Itaú, duas dos 36 diretores do Banco do Brasil e três dos 89 diretores relacionados pelo Bradesco. 
Diário do poder - Com informações da FolhaPress

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