sexta-feira, 28 de setembro de 2018

Candidatas à Vice-Presidência da República participam do debate Mulheres na Política. Araguaína News


No evento foram debatidas formas de aumentar a representatividade feminina na política brasileira

Antes do debate, foi apresentada uma pesquisa inédita do Instituto Locomotiva. Foto: Douglas Morisco

Um debate inédito ocorreu nesta sexta-feira (28), reunindo quatro candidatas à Vice-Presidência da República que discutiram correntes políticas sobre as mulheres no Brasil, a iniciativa é do Instituto Locomotiva e o jornal El País, com apoio da ONU Mulheres e do IBMEC.
O debate “Mulheres na Política” contou com as presenças de Ana Amélia (PP), candidata à vice na chapa de Geraldo Alckmin (PSDB); Manuela D’Ávila (PC do B), candidata à vice de Fernando Haddad (PT); Kátia Abreu (PDT), candidata à vice de Ciro Gomes (PDT); e Sonia Guajajara (PSOL), candidata à vice de Guilherme Boulos (PSOL).
O Instituto Locomotiva apresentou para as candidatas uma pesquisa que embasou o debate. De acordo com os dados, 94% das mulheres afirmam não se sentir representadas pelos políticos em exercício; 90% das mulheres discordam que “os políticos pensam nas necessidades da população para tomar suas decisões”; e 93% das mulheres discordam que os políticos atuais procuram ouvir os brasileiros para tomar suas decisões.
Ao mesmo tempo, 76% das mulheres concordam que seu voto pode fazer a diferença no país, enquanto 72% das mulheres afirmam se interessar em algum grau por política. Já 95% das mulheres acreditam que deveria haver mais mulheres na política.  Além disso, 55% das mulheres concordam que “A política é o melhor caminho para as mulheres sofrerem menos preconceito”.
Ainda segundo o levantamento, há hoje no Brasil, 107 milhões de mulheres. Em relação à política, elas representam 52% do eleitorado, o que significa que 77 milhões de mulheres poderão votar e escolher suas candidatas e seus candidatos no primeiro turno das eleições, no dia 7 de outubro. Em termos econômicos, elas são 44% da população economicamente ativa. E quanto à representatividade no Congresso, elas ocupam 10% das posições no parlamento federal.
Em relação a representatividade feminina na política nacional, as candidatas explanaram seus pontos de vista.
A candidata gaúcha, Ana Amélia que é vice na chapa de Geraldo Alckmin, ressaltou a necessidade de aumento nessa representatividade. “Vivemos hoje a necessidade do empoderamento da mulher, mas também sabemos de sua força e a sensibilidade para mudar. O espaço da mulher na política ainda é pouco, apesar de já sobressairmos na economia do país. Ainda temos um longo caminho a percorrer”.
Já Manuela D’ Ávila que é vice de Fernando Haddad destacou a importância da equiparação dos salários. “Vivemos os dilemas de um mundo em transformação. Ainda trabalhamos mais e ganhamos menos. Precisamos lutar pela equiparação dos salários e por uma agenda que garantam direitos das mulheres no mercado de trabalho”.
A vice de Ciro Gomes, Kátia Abreu defendeu a necessidade da união feminina para que mudanças ocorram. “Ainda há muitas demandas da sociedade a serem cumpridas, e temos apenas 10% das mulheres eleitas no Congresso. Por isso, as mulheres precisam unir forças para trabalhar e conseguir promover as mudanças que desejam para o país”.
“Como primeira indígena a disputar um cargo de vice-presidente da República, acredito que é preciso superar diferenças em relação às mulheres indígenas, mas também emrelação às  mulheres transgêneros e LGBT, para que possam ocupar mais espaços nas instituições brasileiras”, destacou Sonia Guajajara, vice de Guilherme Boulos.
As mulheres hoje no Brasil
O levantamento mostra que hoje, de cada R$ 100, R$ 42 vem do trabalho da mulher; que em 20 anos,  o país passou a ter 8,4 milhões de mulheres a mais no mercado formal de trabalho; e que 29 milhões de lares são chefiados por mulheres.
No entanto, as mulheres ainda ganham 76% do salário dos homens. A equiparação de salários entre sexos injetaria R$ 482 bi anuais na renda feminina.
“Nos últimos anos, o Brasil mudou muito e as mulheres impulsionaram as principais transformações. Têm mais dinheiro no bolso, estão mais inseridas no mercado de trabalho e são mais chefes de família”, disse Maíra Saruê Machado, diretora executiva do Instituto Locomotiva.
A pesquisa aponta ainda que, atualmente, as mulheres movimentam R$ 1,8 trilhão por ano na economia brasileira. “Mas apesar do esforço das mulheres, existe ainda uma grande desigualdade entre homens e mulheres no mercado de trabalho. A desigualdade de gênero também traz prejuízos financeiros para o país. Por isso, é importante a presença cada vez mais forte da mulher no mercado de trabalho e na política, já que são meios que proporcionam mais autonomia a elas e promovem um papel mais afirmativo das mulheres no cenário nacional”, ressaltou Maíra Saruê Machado
Metodologia
O levantamento é baseado em pesquisa quantitativa nacional e pesquisas qualitativas e análise de dados secundários. Fez 2015 entrevistas realizadas em 35 cidades na primeira semana de setembro, com mulheres brasileiras com 16 anos ou mais.

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