quarta-feira, 21 de novembro de 2018

Indígenas temem ficar sem atendimento após saída de médicos cubanos do Tocantins. Araguaína News


Indígenas do Tocantins estão com medo de ficar sem atendimento nas aldeias após a saída de Cuba do programa Mais Médicos. Segundo a Secretaria da Saúde, 141 profissionais participavam do programa no estado, sendo que 101 eram cubanos.
"Como é que nós vamos ficar sem médico, sem atendimento. Eles vão lá na aldeia para atender, consultar, passar o exame [sic]. Parece que nós vamos acabar. Mas nós vamos lutar para conseguir porque sem médico a gente não pode ficar", disse a Elza Mãmnõdi Xerente.
Segundo o Estado, pelo menos 10 médicos cubamos atendiam diretamente as aldeias indígenas no interior do estado.

Indígenas são atendidos exclusivamente por profissionais do Mais Médicos — Foto: Cassiano Rolim/TV Anhanguerae Indígena fala sobre saída de médicos cubanos do Mais Médicos
Nesta quarta-feira (21), o governo federal abriu inscrições para novos profissionais interessados em fazer parte do programa. Cuba decidiu encerrar a participação no programa citando "referências diretas, depreciativas e ameaçadoras" feitas pelo presidente eleito Jair Bolsonaro à presença dos médicos cubanos no Brasil.
Na aldeia Salto, em Tocantínia, uma médica cubana estava no local há sete meses. Lá vivem cerca de 450 indígenas.
"Ninguém vai dar assistência para nós. Tem muito tempo que estão aqui com a gente trabalhando e já acostumamos de ficar com esse médico que está aqui. Vai fazer muita falta para nós com essa mudança que o governo federal tá fazendo, tirando os médicos cubanos do Brasil. Vamos ficar sem médico, vamos sentir falta dos médicos nas aldeias", lamentou Edmilson Xerente.

G1 To

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