quarta-feira, 28 de novembro de 2018

Perícia aponta que arma encontrada com sargento da PM foi usada em 17 assassinatos. Araguaína News













A perícia constatou que a arma encontrada com o sargento Edson Vieira Fernandes durante uma abordagem da Polícia Civil em Gurupi, no sul do estado, foi utilizada em pelo menos 17 homicídios nos últimos anos. O militar foi preso em outubro e denunciado por envolvimento nos assassinatos de Neuralice Pereira de Matos e Nataniel Glória de Medeiros, que aconteceram na mesma noite.
O sargento Gustavo Teles, que estava na moto com Edson Vieira, e também estaria envolvido nos dois assassinatos morreu durante a abordagem da Polícia Civil. Com os militares a polícia encontrou o revólver usado para matar as duas vítimas naquela noite.
A arma passou por perícia e foi comparada com balas retiradas de outras cenas de assassinatos registrados na cidade. O laudo ficou pronto na semana passada e a comparação foi positiva para outras 15 mortes. “Pelo método dedutivo foi possível concluir que todos os questionados [os projéteis] percorreram o cano de uma mesma arma de fogo”, afirma o laudo.
A defesa de Edson Vieira disse que o militar é inocente e que as armas apontadas pela acusação não são de Esdon nem de Gustavo Teles. A Polícia Militar disse que não foi informada dos laudos.
As outras pessoas que foram mortas com a mesma arma são:
  • Virgílio Lustosa de Paula
  • Jefferson Moura Ribeiro
  • Thais Araújo da Silva
  • Wdson Regis Gonzaga
  • Thays Alves Bispo
  • Wesley Oliveira da Luz
  • Elizair Maciel
  • Otacilio Soares da Rocha
  • Luciana Menezes Barbosa
  • Ofélio dos Santos Pereira
  • Marco Túlio Sousa da Silva
  • Rogaciano da Rocha Santos
  • Manoel Pereira da Silva
  • Getúlio Ferreira Martins
  • Josildo Costa dos Reis
O laudo pericial foi incluído na ação criminal que Edson Vieira responde pelas mortes de Neuralice Pereira e Nataniel Glória. O sargento está preso na carceragem do 1º Batalhão da Polícia Militar, em Palmas.
A promotoria de justiça informou que o laudo também deve ser anexado nos inquéritos das demais mortes e só depois poderá oferecer denúncias sobre os casos.
Exames compararam balas usadas em 17 assassinatos — Foto: Reprodução

Entenda

O sargento Edson Vieira Fernandes foi denunciado pelo Ministério Público por homicídio qualificado, tentativa de homicídio e adulteração de veículo automotor. O militar foi preso após duas pessoas serem assassinadas e outras duas serem baleadas em Gurupi. O outro sargento da PM que estaria envolvido nos crimes morreu durante abordagem da Polícia Civil.
O MPE classificou a atuação dos militares como ação de grupo de extermínio. O advogado do sargento Edson Vieira informou que a defesa está tranquila com relação às acusações, pois o militar não teve participação nos crimes.
Os assassinatos aconteceram na noite de 22 de outubro. Os sargentos ainda teriam atirado contra um grupo de jovens e atingido duas pessoas que conseguiram sobreviver.
Durante a fuga, a motocicleta foi abordada por agentes da Polícia Civil. Edson Vieira Fernandes foi preso e o outro sargento, Gustavo Teles, acabou sendo baleado pelas costas e morreu. Com eles foi encontrada a arma usada nos crimes.
Segundo consta na denúncia, Edson Vieira estava pilotando a moto usada nos crimes. O veículo seria de uma empresa onde ele prestava serviço de segurança. A perícia da Polícia Civil verificou que o veículo teria sido adulterado para a prática dos crimes.
“Após sair da sede comercial, dirigiu-se para local não conhecido e passou a adulterar os sinais identificadores da moto, tendo colocado fitas adesivas de cor preta sobrepostas nas carenagens posteriores e sobreposto a placa verdadeira por placa fria”, diz trecho da denúncia.

Polêmica

Após a abordagem o delegado que fez o primeiro atendimento do caso resolveu deixar o estado após supostamente receber ameaças. Um vídeo gravado durante o velório do sargento Gustavo Teles mostra outro policial da mesma companhia afirmando que “os combatentes vão continuar a guerra que o sargento começou”.
“A informação que a gente teve foi de que a saída dele [do delegado] de Gurupi e do Tocantins foi em razão de ameaças que foram feitas por policiais militares e principalmente por um vídeo que está circulando nas redes sociais, em que um membro da Companhia Independente de Operações Especiais disse que a morte do colega vai ter volta e que estamos tentando denegrir a honra dele”, explicou o delegado Bruno Boaventura em entrevista ao G1.
No vídeo citado por Boaventura, um membro da Companhia Independente de Operações Especiais, da qual o sargento Gustavo Teles participava, diz que os “amigos e combatentes estarão sempre continuando a guerra que ele começou, pois a voga não vai parar. Os entendedores entenderão. O nosso irmão não morreu em vão e vai ser honrado”.
Fonte: G1 / TO

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