terça-feira, 20 de novembro de 2018

Secretário de Cidadania e Justiça vai assumir Segurança Pública do Tocantins. Araguaína News



O secretário de Cidadania e Justiça do Tocantins, Heber Luis Fidelis Fernandes, vai assumir interinamente a chefia da Secretaria de Segurança Pública a partir desta terça-feira (20). A informação foi publicada no Diário Oficial desta segunda-feira (19).
A mudança foi necessária depois que Fernando Ubaldo Monteiro Barbosa renunciou ao cargo. Além dele, outros sete funcionário da cúpula da segurança pediram exoneração, mas as demissões não foram publicadas neste Diário. São eles:
  • Subsecretário: Wlademir Costa Oliveira
  • Delegado geral: Vinicius Mendes de Oliveira
  • Gerente de operação: Wanderson Chaves de Queiroz
  • Diretoria de Inteligência e Estratégia: Luciana Coelho Midlej
  • Diretor da academia de polícia: Marcelo Santos Falcão Queiroz
  • Diretora de Polícia da Capital: Antônia Ferreira dos Santos
  • Diretor de Polícia do Interior: Marcio Girotto Vilela
A saída ocorre em meio a crise instaurada pela exoneração de 12 delegados regionais dos cargos de chefia. Entre os delegados que perderam os cargos de chefia está Bruno Boaventura, responsável por coordenar investigações contra o pai do deputado estadual Olyntho Neto (PSDB), que era líder do governo, mas renunciou a posição nesta segunda-feira (19) depois das polêmicas.
O deputado e o pai, o ex-juiz eleitoral João Olinto, estariam envolvidos com um galpão irregular onde foram encontradas quase 200 toneladas de lixo hospitalar dos hospitais públicos do estado.
Durante entrevista, na manhã desta segunda-feira (19), o próprio secretário havia afirmado que a crise na segurança pública era circunstancial. Porém, logo depois foi para o Palácio Araguaia participar de uma reunião com integrantes do governo e do sindicato dos delegados do Tocantins.

Outro lado

O Governo do Estado do Tocantins informa que acatou os pedidos de exoneração e prosseguirá com a reformulação administrativa iniciada na última sexta-feira, 16, visando o equilíbrio das contas públicas. A estimativa para o próximo ano é de uma economia de cerca de R$ 12 milhões com a redução de cargos em comissão e de funções comissionadas em todas as pastas.
A troca de ocupantes de cargos em comissão, de livre nomeação e exoneração, é uma prerrogativa exclusiva do Governador do Estado. E sempre que houver a necessidade de substituição, será realizada dentro dos parâmetros constitucionais. No entanto, no caso da SSP, os inquéritos policiais em curso prosseguem com seus titulares, ocupantes de cargo efetivo, e os trabalhos terão sequência normal sem qualquer prejuízo às investigações, não sendo admitida pelo Governo, nenhuma interferência externa.
Em relação à Secretaria de Segurança Pública, os cargos ora vagos serão ocupados por profissionais do setor, assegurando assim a sequência dos trabalhos iniciados e mantendo a normalidade dos serviços prestados aos cidadãos.

MPE vai investigar

Dois inquéritos foram abertos pelo Ministério Público para apurar a exoneração dos delegados regionais da Polícia Civil. Uma das investigações foi aberta pela promotoria de justiça em Palmas e a outra em Gurupi.
O inquérito aberto pela promotoria de Justiça de Palmas busca investigar se integrantes do poder executivo praticaram atos de improbidade administrativa ao exonerar o delegado regional de Araguaína, Bruno Boaventura, e servidores da a Delegacia Especializada no Combate aos Crimes contra a Administração Pública (Dracma) de Palmas.
Já a investigação aberta pela promotoria de Gurupi tem como objetivo apurar se a decisão de exonerar o delegado regional de Araguaína, Bruno Boaventura, foi tomada por motivações políticas, "em retaliação ao trabalhado desenvolvido pela referida autoridade policial, especialmente em razão de diligências investigativas envolvendo parentes do deputado estadual Olyntho Neto".

Entenda

Doze delegados regionais do Tocantins foram exonerados dos cargos de chefia. Um dos afetados foi o delegado regional de Araguaína, Bruno Boaventura. Ele comandou casos de grande repercussão e atualmente estava à frente das investigações sobre um galpão encontrado com quase 200 toneladas de lixo hospitalar irregular.
O local foi ligado pela Polícia Civil ao ex-juiz eleitoral João Olinto, que é pai do deputado estadual Olyntho Neto (PSDB). O parlamentar é líder do governo na Assembleia Legislativa do Tocantins. A decisão foi publicada no Diário Oficial na noite de sexta-feira (16) e o delegado acredita estar sofrendo retaliação por parte do governo.

Escândalo do lixo

A polêmica envolvendo o lixo hospitalar começou quando um galpão foi encontrado com quase 200 toneladas de resíduos. No galpão deveriam funcionar duas empresas cadastradas no nome do deputado estadual Olyntho Neto (PSDB), filho de João Olinto. O parlamentar negou envolvimento.
Segundo a Polícia Civil, a empresa que fazia a coleta dos resíduos é do ex-juiz eleitoral João Olinto, que é pai do deputado. Ele e duas sócias da firma Sancil Sanantonio tiveram a prisão decretada e são considerados foragidos.


G1 Tocantins

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