terça-feira, 22 de janeiro de 2019

Mãe e mulher de chefe do Escritório do Crime foram empregados por Flávio Bolsonaro. Araguaína News



Em nota, senador eleito diz que é alvo de campanha difamatória e responsabiliza Fabrício Queiroz pelas nomeações











Flávio Bolsonaro, em nota: "Continuo a ser vítima de uma campanha difamatória com objetivo de atingir o governo de Jair Bolsonaro".
O senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) empregou até novembro do ano passado, em seu gabinete na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), a mãe e a mulher do capitão Adriano Magalhães da Nóbrega, suspeito de comandar milícia no Rio de Janeiro. O policial foi alvo de um mandado de prisão nesta terça-feira e está foragido. Ele é acusado há mais de uma década por envolvimento em homicídios e pode estar envolvido no assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL).
Em nota divulgada nesta terça-feira, 22, Flávio Bolsonaro diz que é alvo de campanha difamatória e responsabiliza o ex-assessor Fabrício Queiroz pelas nomeações.
Raimunda Veras Magalhães e Danielle Mendonça da Costa da Nóbrega deixaram o gabinete no mesmo dia, em 14 de novembro, a pedido. Elas ocupavam o cargo CCDAL-5 e ganhavam R$ 6.490,35.
Raimunda é um dos ex-servidores de Flávio Bolsonaro citados em relatório do Coaf que identificou movimentações financeiras atípicas de Queiroz. Ela repassou R$ 4.600 para a conta do ex-policial militar.
À época da revelação do relatório, a ex-assessora foi procurada em endereços relacionados ao seu nome, sem sucesso.
Em nota, a assessoria do senador eleito disse que Raimunda foi contratada por indicação de Queiroz e que não pode ser responsabilizado por atos que desconhece.
Adriano e outro integrante do ‘Escritório do Crime’ foram homenageados por Flávio na Alerj. Sobre isto, o filho do presidente Jair Bolsonaro disse: “Sempre atuei na defesa de agentes de segurança pública e já concedi centenas de outras homenagens”.
Leia nota de Flávio Bolsonaro:
“Continuo a ser vítima de uma campanha difamatória com objetivo de atingir o governo de Jair Bolsonaro.
A funcionária que aparece no relatório do Coaf foi contratada por indicação do ex-assessor Fabrício Queiroz, que era quem supervisionava seu trabalho. Não posso ser responsabilizado por atos que desconheço, só agora revelados com informações desse órgão.
Tenho sido enfático para que tudo seja apurado e os responsáveis sejam julgados na forma da lei.
Quanto ao parentesco constatado da funcionária, que é mãe de um foragido, já condenado pela Justiça, reafirmo que é mais uma ilação irresponsável daqueles que pretendem me difamar.
Sobre as homenagens prestadas a militares, sempre atuei na defesa de agentes de segurança pública e já concedi centenas de outras homenagens.
Aqueles que cometem erros devem responder por seus atos”.
A defesa de Queiroz também se manifestou e disse que “repudia veementemente qualquer tentativa espúria de vincular seu nome a milícia no Rio Janeiro”.
“A divulgação de dados sigilosos obtidos de forma ilegal e sua divulgação na imprensa constituí verdadeira violação aos direitos básicos do cidadão, como também uma grande desumanidade, considerando seu estado de saúde. De outro lado, registra ainda que embora tenha requerido em 3 oportunidades as referidas informações ainda não foram disponibilizadas e para sua total surpresa e indignação vem sendo vazadas diariamente com caráter sensacionalista”, acrescentou.

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