terça-feira, 26 de março de 2019

Investigados em esquema de corrupção no Naturatins serão liberados pela Justiça. Araguaína News


A Justiça determinou que os investigados na operação Isis sejam colocados em liberdade nesta terça-feira (26). Ao todo, sete pessoas foram presas na semana passada em uma investigação da Polícia Civil que apura suposto esquema de corrupção dentro do Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins) em Araguatins, norte do estado.
O prazo das prisões temporárias se encerra às 23h59 desta terça-feira, quando os suspeitos deverão ser liberados. A Polícia Civil segue investigando o suposto esquema e informou que o delegado responsável não pediu prorrogação das prisões porque os interrogatórios foram suficientes para o avanço das investigações.
A polícia afirmou que o esquema seria chefiado pela inspetora de recursos naturais Luciana Geremias de Sousa e contava com outros dois servidores do Naturatins.
De acordo com a investigação, os três seriam responsáveis por autuar fazendeiros e embargar propriedades rurais na região norte do estado. Depois, desfaziam as autuações e multas mediante pagamentos das vítimas.
A polícia chegou a investigar o irmão de um deputado. O homem foi levado para a delegacia em cumprimento a mandado de prisão, mas a polícia constatou que ele não era o alvo da investigação e por isso foi liberado.
Mandados de busca e apreensão também foram cumpridos na casa dos suspeitos, na sede do Naturatins em Palmas e na superintendência do órgão em Araguatins, no dia da operação.

Entenda

De acordo com o delegado Thiago Bustorff, os funcionários do Naturatins se aproveitam das informações que eles têm dentro órgão para atender donos de propriedades rurais da região que foram multados ou tiveram atividades embargadas.
"Valendo-se de informações privilegiadas que tinham dentro do órgão, na condição de servidores públicos, buscavam os fazendeiros após as multas e ofereciam a eles o serviço através dessa pessoa jurídica para desembargar a obra", explicou o delegado.
O delegado informou ainda que cada desembargo custava de R$ 3 mil a R$ 6 mil para os proprietários de fazendas. "Toda aplicação da multa vinha acompanhada de um embargo da propriedade rural e com isso os fazendeiros ficavam impedidos de realizar qualquer comercialização, qualquer atividade na sua propriedade."
No dia da operação, o governo do Tocantins afirmou, em nota, que não admite condutas incompatíveis com o exercício de cargo público e que o Naturatins iria abrir procedimentos legais cabíveis, visando apurar as responsabilidades.
A defesa dos citados não foi encontrada para comentar as acusações.

G1 Tocantins 

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