quinta-feira, 4 de abril de 2019

Projeto de lei prevê ampliação de cemitério superlotado em Araguaína. Araguaína News

Cemitério público de Araguaína tem mais de 38 mil públicos — Foto: Reprodução/TV AnhangueraCemitério público de Araguaína tem mais de 38 mil públicos — Foto: Reprodução/TV Anhanguera
Cemitério público de Araguaína tem mais de 38 mil públicos — Foto: Reprodução/TV Anhanguera
Um projeto de lei criado pelo vereador professor Delan (PSDB) propõe a ampliação do cemitério São Lázaro em Araguaína. Ele é o mais antigo da cidade e está superlotado, com mais de 38 mil túmulos. A prefeitura chegou a oferecer cremação gratuita às famílias de pessoas que morrerem no município.
"A ampliação pode ocorrer de diversas formas, tanto no sentido horizontal, conforme a lei prescreve, ou no sentido de ampliação da área na sua forma plana. Ampliar também com a abertura de novas áreas. O município tem condições de fazer abertura de nova área para o uso do solo nesse sentido conforme a lei prescreve", explicou o parlamentar.
Por causa da superlotação, muitos moradores estão optando por enterrar corpos de familiares em cidades vizinhas. "Para mim é sofrimento, a pessoa morrer e ser queimada. Tem que ser enterrada, que é para a gente ter onde visitar", disse a dona de casa Ana Rosa Ferreira.
O projeto foi apreciado pelos vereadores, mas ainda passará por mais duas votações. A proposta pode ser vetada pelo Poder Executivo. "Queremos acreditar que o Executivo entendendo que há necessidade, venha sancionar e publicar a lei".

Entenda

No mês de março, a Prefeitura de Araguaína informou que vai oferecer cremação gratuita às famílias de pessoas que morrerem na cidade e solicitarem o benefício do auxílio-enterro, destinado aos moradores mais carentes. A medida foi tomada para combater o problema de falta de espaço nos cemitérios municipais.
No novo modelo, o velório na casa da família será mantido, assim como o caixão oferecido gratuitamente pela Fundação de Atividade Municipal Comunitária (Funamc). Depois do velório, também será doada uma urna de madeira, oval ou quadrada, para armazenamento das cinzas.
Três cemitérios comunitários da cidade, localizados no Distrito de Novo Horizonte e nos setores Monte Sinai e Barros, foram construídos em áreas irregulares e passam por processos judiciais para regularização.
O Ministério Público Estadual entrou com uma ação pedindo que a Prefeitura de Araguaína regularize a situação dos cemitérios do Bairro Fátima e o Novo Horizonte porque eles podem estar causando contaminação do lençol freático, já que funcionam sem licença ambiental.
O promotor pediu também que sejam suspensos enterros nos dois locais até que o caso seja resolvido. Ele criticou a proposta da prefeitura de substituir enterros convencionais na cidade por cremação dos corpos. Para o MPE, a medida representa "violação ao direito de sepultar os entes queridos", além de danos às crenças religiosas da região.


G1 Tocantins 

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